segunda-feira, 13 de outubro de 2008

... OU NUMA CASINHA DE SAPÊ...

Transferência: processo pelo qual os desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de relação estabelecida com eles e eminentemente, no quadro da relação analítica.

Quantas e quantas pessoas nos fazem bem ou mal? quantas pessoas nos lembram tantas outras? E quantas vezes nós acabamos por transferir sentimentos, confundimos inconscientemente as pessoas que nos rodeiam.

Às vezes tem alguém do nosso lado que por mais que não conhecemos, algo faz com que fiquemos desconfortáveis do lado dela, sei lá, gesto, atitude, tom da voz, roupa.. qualquer coisa.. e colocamos nossa cabeça pra pensar.. por fim, decidimos.. essa pessoa parece com meu pai, aquele cara que me magoou muito (de alguma forma).

O fato é que a gente transfere tudo pro outro, Por que na verdade o mundo seria melhor se todos pensassem como nós, porque na verdade tudo fluiria melhor se o mundo estivesse cheio de pessoas parecidas com quem você ama. E idealizamos isso, idealizamos tanto, tão fortemente... que antes mesmo de conhecer alguém, acabamos por rotular. E quando alguém é tão diferente de você, esse sentimento evasivo, acaba tomando conta da nossa concepção tornando-nos cegos ao que o outro nos trás.


“...uma língua afiada pode cortar a própria garganta...”